Crianças Humanidade

Gen 4 plantam árvores em Vouzela

Portugal foi vítima de dramáticos incêndios florestais, deixando o país com cicatrizes profundas. As nossas florestas e aldeias arderam e muitas pessoas morreram ou ficaram sem casa e sem meios para a autossustentação. Foi um tempo de grande sofrimento, mas também de grande solidariedade no nosso país. No rescaldo dos incêndios, a AMU criou uma rede entre algumas das vítimas e o Movimento dos Focolares, de forma a ajudar concretamente as vítimas. Seis meses passados, as consequências dos incêndios ainda estão dolorosamente visíveis e as feridas irão precisar de muito tempo para sarar.

Inspirados por gen 4 africanos, que decidiram plantar árvores numa floresta local, onde tinham sido deitadas abaixo, alguns gen 4 do norte de Portugal decidiram visitar uma das aldeias que mais danos sofreu nos incêndios de outubro passado e plantar árvores no lugar das que tinham ardido, esperando com isso levar um pouco de alegria àquelas pessoas. A ideia foi muito bem acolhida e o movimento gen4 começou a colaborar com Humanidade Nova na organização do evento. Acabaram por encher um autocarro.

Passaram o dia em Carvalhal de Vermilhas, uma aldeia perto de Vouzela. Foram recebidos pelo Presidente da Câmara, a quem os gen 4 ofereceram um dado do amor. O Presidente disse que iria lançar o dado todos os dias, quando chegasse ao trabalho. Depois caminharam até um pequeno campo, onde existe um carvalho centenário que foi apanhado pelo fogo. Apesar do exterior do carvalho estar completamente queimado, as pessoas de Carvalhal de Vermilhas acreditam que por dentro o carvalho ainda esteja vivo e que vá sobreviver. De certa forma este carvalho tornou-se um símbolo para estas pessoas que, apesar do fogo, ainda têm esperança no futuro. Foi junto a este carvalho que os gen 4 plantaram os carvalhos que levaram. Foi comovente vê-los empenhados a plantar as árvores, apesar da muita chuva.

Após o almoço fez-se um momento de convívio com algumas pessoas da aldeia. Os gen 4 aprenderam mais coisas sobre o incendio e sobre o que tem de ser feito para que isto não volte a acontecer. Também ouviram algumas histórias das pessoas que estiveram ali durante o incêndio e cantaram duas canções para todos.

Para terminar o dia, o grupo de folclore local atuou com algumas danças tradicionais; uma prova viva do caracter particular da região.

Um dos participantes no final comentou: “Este foi um dia muito importante, tanto para as pessoas de Vouzela como para os gen 4 e para os adultos que os acompanharam.”