Humanidade

O desafio do Papa Francisco

Passados 15 dias da visita do Papa à cidadela internacional de Loppiano, Maria Voce, presidente dos Focolares, numa mensagem vídeo, convida a responder ao apelo do Santo Padre, isto é, levar à sociedade a “cultura do nós”.

RESPOSTA DE MARIA VOCE (EMMAUS) AO DESAFIO FEITO PELO PAPA

«Há 15 dias estávamos com o Papa em Loppiano. Passaram duas semanas e perguntamo-nos: Mas, aconteceu mesmo?”. Sim, aconteceu realmente!  E não só aconteceu,  mas deixou-nos algo que temos de viver. Portanto, neste momento, pergunto-me: “Compreendemos bem o que aconteceu?”. Talvez o estejamos a descobrir gradualmente, à medida que aprofundamos o seu maravilhoso discurso.

Porque o Papa deixou-nos um desafio, disse-nos que estamos no início da nossa história,  no início de Loppiano, no início de tudo. E este estar no início significa que devemos olhar em frente, que devemos fazer alguma coisa para ir para a frente. E o Papa disse-nos o que devemos fazer: devemos transformar a sociedade, devemos – disse coisas muito fortes – não apenas contentar-nos em favorecer as relações entre indivíduos, entre as famílias, entre grupos, entre povos, mas até, juntarmo-nos para vencer o desafio desta sociedade que está mal e que precisa do Evangelho,  que tem uma extrema necessidade de sementes de vida evangélica que depois floresçam e a transformem.

Nisto sentimo-nos, verdadeiramente, no início, e estamos, verdadeiramente, no início. Porém, não podemos parar, precisamente porque o Papa, dizendo-nos isto, lançou-nos um desafio: “Vocês podem fazê-lo”. E disse-nos como:  “…transmitindo aos outros esta espiritualidade do nós, esta cultura do nós”, que pode favorecer uma aliança global, universal, uma nova civilização,  uma civilização que nasce deste nós. E disse também que temos uma ajuda e um estímulo potente no carisma.

O carisma é um dom de Deus, não devemos sentir-nos orgulhosos por isto, por tê-lo recebido mas, com a humildade que ele nos recordou, é preciso estar conscientes deste carisma e fazer de tudo para o transmitir à sociedade que nos rodeia.

Este é um caminho longo, árduo, porém, o Papa disse: “Precisamos de mulheres e homens capazes de o fazer”. Então: queremos responder ao apelo do Papa? Eu penso que queremos, que o assumimos com todo o nosso ser, descobrindo, onde nos encontramos, o modo para transformar a sociedade que nos rodeia.

Este, penso, é um empenho que assumimos hoje e que durará toda a vida».